Enxaqueca Crônica : Tratamentos

O tratamento da enxaqueca crônica é feito de duas formas distintas, sendo uma de profilaxia, ou seja, para prevenir ou inibir os episódios de crise, e outra de controle da dor durante a crise já instalada.

O tratamento profilático, preventivo, pode ser feito com medicamentos orais, tais como antidepressivos, neuromoduladores e betabloqueadores, e também com a aplicação de toxina botulínica A.

Dentre os antidepressivos, os tricíclicos a base de amitriptilina são os mais utilizados para o tratamento da enxaqueca crônica, apesar de pouco estudados.

Na categoria dos neuromoduladores, também conhecidos como anticonvulsivantes, estão os medicamentos topiramato, ácido valpróico e gabapentina, por exemplo.

Já os betabloqueadores, mais antigos no tratamento profilático (preventivo) contra as crises de enxaqueca, são também conhecidos pela indicação primária de tratamento da hipertensão. Compreendem os medicamentos atelonol, propranolol e outros.

Todos os medicamentos a base dos componentes citados acima necessitam de prescrição médica.

Já o uso da toxina botulínica A foi aprovado em 2011 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e é a mais recente novidade para prevenir as crises de enxaqueca crônica. Injetada nas fibras musculares e no tecido subcutâneo de pontos específicos da cabeça, do pescoço e na porção mais alta do tronco, a toxina botulínica interrompe a transmissão do sintoma doloroso pelo sistema nervoso central.

Com aplicações em intervalos de três meses, a terapia tem se mostrado bastante eficaz na redução do número de dias de cefaleia, na duração das crises, na intensidade das dores e principalmente na melhora da qualidade de vida dos pacientes.

IMPORTANTE
CONSULTE SEMPRE O SEU MÉDICO

Tratamento Agudo Medicamentoso

O principal objetivo do tratamento agudo medicamentoso é cessar as dores já instaladas e tem sua principal base formada pelos analgésicos, anti-inflamatórios, ergotaminas e triptanos.

Os analgésicos, mais populares, não precisam de prescrição médica. São eficazes somente para crises de intensidade leve a moderada. Como grande parte deles apresenta cafeína em sua composição, um dos ingredientes considerados gatilho para crises de enxaqueca, ao consumir mais de três doses por semana, o indivíduo tende a ter o seu quadro de dor piorado.

Já os anti-inflamatórios agem diretamente no processo inflamatório e também apresentam ação analgésica. A administração recorrente destes medicamentos pode gerar efeitos colaterais na mucosa do estômago e dos rins.

A ergotamina, mais utilizada para crises intensas, com bastante eficácia, apresenta efeitos de longo prazo de vasoconstrição (com interferência na temperatura corporal) e náuseas.

Os triptanos agem diretamente nos receptores de serotonina. Embora tenham menos efeitos colaterais, podem gerar sonolência e náuseas.

Tratamento Adjuvantes

Aliados aos medicamentos orais e à toxina botulínica A, as terapias físicas como acupuntura, fisioterapia, e o apoio psicológico também são importantes para aumentar a eficácia do tratamento da enxaqueca crônica. Os neurologistas são os especialistas médicos na área das cefaleias.


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