Enxaqueca Crônica : Sobre a enxaqueca crônica

Poucas pessoas sabem, mas existem mais de 150 tipos de dor de cabeça (cefaleia)¹. Entre elas está a enxaqueca, caracterizada por dor de cabeça latejante em apenas um lado da cabeça. Dependendo da intensidade da crise, a pessoa pode ficar impossibilitada de realizar suas atividades habituais e, na fase crítica, desenvolver sintomas como intolerância à luz, aos ruídos e a odores, além de náusea e vômito. Movimentos bruscos do crânio e esforços físico e mental também podem agravar o sofrimento durante a fase aguda

Já a enxaqueca crônica é caracterizada por crises de dores de cabeça que ocorrem por 15 dias ou mais por mês durante 3 meses, sendo que pelo menos 8 dias preeenchem os sintomas de enxaqueca.¹

Hoje, a prevalência média de um ano de dores de cabeça no Brasil chega a 70,6%, enquanto que a de enxaqueca alcança a marca de 15,8%. Esta é a terceira doença mais prevalente e a sétima que mais incapacita no mundo³.

Ainda sem cura, a enxaqueca crônica é extremamente debilitante, comprometendo a vida pessoal, profissional, familiar e social dos pacientes. A doença pode ser tratada para atenuar seus sintomas e diminuir os episódios de crises com recurso multiprofissional e multidisciplinar que propiciam melhora na qualidade de vida dos pacientes².

Para tanto, é importante que o indivíduo com enxaqueca crônica tenha consciência de seus hábitos e do quanto eles podem interferir diretamente no desencadeamento de crises. Por exemplo, você pratica alguma atividade física? Alimenta-se de forma balanceada? Dorme bem? Parece bobagem, mas as respostas para estas simples perguntas podem fazer a diferença para concluir o diagnóstico e orientar o melhor tratamento da doença.

Por isso, listamos algumas dicas que podem te ajudar a evitar as crises de dores de cabeça. Vamos a elas?

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Organizar adequadamente a carga de trabalho, evitando o acúmulo de tarefas e levar tarefas para casa. Acredite, isso é possível mesmo com altas demandas;

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Estabelecer uma rotina para o sono, com média de 7 a 8 horas por dia

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Eliminar os alimentos identificados como desencadeantes das crises, o que varia de pessoa a pessoa, como os que contêm álcool, cafeína e condimentos fortes, por exemplo;

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Alimentar-se em horários regulares, evitando “pular” as refeições

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Evitar o uso indiscriminado de analgésicos sem prescrição médica

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Realizar atividades aeróbicas leves regularmente (mínimo 3x/semana)

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Inserir em sua rotina atividades que beneficiem o relaxamento e o alívio do estresse, como a prática de hobbies, leituras, meditação, entre outros.

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Evitar exposição a luz, ruídos e cheiros fortes, especialmente durante as crises;

Não deixe de questionar o médico sobre a sua dieta, pois cada organismo responde de uma forma a determinados grupos de alimentos. Antes de se privar de um ou outro alimento, vale investigar qual interfere diretamente em seu quadro.

  1. Headache Classification Committee of the International Headache Society (IHS). The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition. Cephalalgia 2013;33(9):629–808.
  2. Ahmed F et al. Chronic daily headaches. Ann Indian Acad Neurol 2012;15(Suppl 1): S40–S50.
  3. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL  DE CEFALEIAS – TERCEIRA EDIÇÃO  (ICHD-3 beta) – Tradução portuguesa 2014.  [acesso 2015 jul 13]. Disponível em: http://www.ihs-headache.org/binary_data/2086_ichd-3-beta-versao-pt-portuguese.pdf