Enxaqueca Crônica - 81% dos brasileiros abusam de medicamentos para fugir das dores de cabeça
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81% dos brasileiros abusam de medicamentos para fugir das dores de cabeça

Publicado 13/06/2017
Enxaqueca crônica

O uso abusivo de analgésico para tentar conter as dores de cabeça é um assunto tão sério e um comportamento tão frequente que a Academia Brasileira da Neurologia (ABN) realizou uma pesquisa¹  sobre ele. 

Para tanto, entrevistou cerca de 2,3 mil pessoas e concluiu que 81% já se automedicaram para combater suas crises, 58% indicaram medicamentos para outras pessoas e 50% aceitaram as recomendações.

Entre os participantes da pesquisa, 49,4% apresentaram enxaqueca episódica e 50,5%, enxaqueca crônica, reforçando o alerta do uso abusivo de medicamento: “Com o uso excessivo de analgésicos, o organismo passa a exigir doses cada vez maiores e medicamentos cada vez mais fortes. Funciona como um processo de dependência, até o ponto em que o organismo começa a pedir o remédio através de dor de cabeça. Como resultado deste ciclo, a enxaqueca deixa de ser episódica e se torna crônica”, explica Dr. Marcelo Ciciarelli (CRM SP-58375), coordenador do estudo.

No processo de “desmame” do paciente do vício do analgésico, é inserida uma terapia multidisciplinar, que inclui mudanças nos hábitos de vida, tais como uma agenda alimentar, a inserção de atividade física regular, a melhora do sono, técnicas de relaxamento e até mesmo a utilização de medicamentos e/ou da Toxina Botulínica, que pode reduzir a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca.

Além de alertar para o problema que existe em torno das dores de cabeça, os números do estudo reforçam a importância do acompanhamento neurológico para tratamento da dor de cabeça, que pode ser controlada se diagnosticada corretamente: “O neurologista está habilitado para diagnosticar cada tipo de cefaleia, detectar as causas e os fatores desencadeantes e auxiliar quanto às alternativas terapêuticas. O paciente só precisa ter paciência e insistir, porque os resultados podem demorar um pouco para aparecerem, mas eles aparecem”, orienta Dr. Marcelo.

Faça do neurologista o seu apoio e comece a viver sem dor.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.

¹Disponível em: http://bit.ly/pesquisaABN. Acessado em 07/06/2017.


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