Enxaqueca Crônica - Mudanças climáticas podem agir como gatilho para as dores de cabeça
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Mudanças climáticas podem agir como gatilho para as dores de cabeça

Publicado 27/04/2016
Enxaqueca crônica

Quando um paciente é questionado por seu neurologista a que se deve a origem da dor de cabeça ele rapidamente associa o início da crise a algo que comeu ou a alguma situação emocional pela qual passou. No entanto, há outro fator, pouco abordado, que pode agir como um gatilho das crises de dor: as mudanças climáticas.

 

Para entender melhor como a mudança climática pode desencadear dor de cabeça, o neurologista e professor de medicina da Universidade Federal do Paraná, Dr. Elcio Piovesan (CRM PR-13562), nos explicou que os gatilhos da dor nestes casos são classificados em fatores internos, como o ciclo menstrual e o estresse, e fatores externos, que estão ligados ao ambiente em que o paciente se expõe diariamente.

 

“Desta forma, ocorre que as mudanças climáticas geram a necessidade do corpo humano em reagir às oscilações de temperatura. Como a pessoa que sofre com a doença já apresenta maior sensibilidade, qualquer necessidade de adaptação do organismo a estas mudanças pode sobrecarregar os mecanismos que já são frágeis e desencadear uma crise de dor de cabeça”.

 

Estas ocorrências já foram alvo de alguns estudos, como um realizado no Japão e que acompanhou 34 enxaquecosos crônicos. O estudo constatou que as crises de dor destes indivíduos eram menos frequentes quando a pressão atmosférica era menor, ou seja, quando as temperaturas estavam mais elevadas.

 

Outro estudo conduzido pela National Headache Foundation, concluiu que três em cada quatro pacientes relatam que as mudanças climáticas podem desencadear crises de enxaqueca. “As maiores interferências acontecem devido às alterações de umidade, as alterações bruscas de temperatura (muito altas ou muito baixas), temporais ou até mesmo mudanças de pressão atmosférica”, acrescenta Dr. Piovesan.

 

Não há tratamento específico para combater a enxaqueca derivada a partir deste gatilho. O ideal é cuidar da doença como um todo de acordo com as indicações do neurologista, que devem compreender um acompanhamento multiprofissional, com diversas terapias de apoio, com inserção da acupuntura, da fisioterapia e até de acompanhamento psicológico.

 

Quando as crises são identificadas a partir de um fator climático, é possível aliviar as dores com algumas medidas de controle da temperatura corporal, como tomar um banho gelado ou fazer compressa de água fria em dias muitos quentes, ou o inverso, em caso de queda brusca de temperatura. 

 

Agora que você já sabe que as mudanças climáticas podem atuar como um gatilho para suas crises de dor, observe como o seu organismo se comporta nestas ocasiões e se for o seu caso, não deixe de relatar ao seu médico. Esta simples informação pode auxiliá-lo no diagnóstico e maior controle das crises. 

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O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.


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