Enxaqueca Crônica - Gatilho da dor de cabeça vai além da alimentação
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Gatilho da dor de cabeça vai além da alimentação

Publicado 23/03/2016
Enxaqueca crônica

Café, chocolate, vinho, refrigerante, macarrão instantâneo, presunto e queijos amarelos. O que esses alimentos têm em comum? Eles são conhecidos como vilões por quem sofre de enxaqueca crônica por serem gatilhos para o desencadeamento de crises de dor.

De acordo com Dr. Marcelo Ciciarelli (CRM SP-58375), Doutor em Neurologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, a alimentação é um fator secundário que atua na geração de crises em organismos que estejam vulneráveis pelo mau funcionamento do sistema analgésico interno e pela sensibilização do nervo trigêmeo. “Como exemplo didático, podemos comparar uma casa com alarme desativado, cadeados enferrujados e seguranças desatentos a invasores”, explica o médico.

Desta forma, o especialista adverte que antes de culpar apenas os alimentos conhecidos como nocivos para os enxaquecosos, deve ser considerado o estado geral do indivíduo e outros componentes de sua saúde física e mental, que também interferem de forma importante no aumento dessa sensibilidade, tais como: a privação e o excesso do sono, flutuações dos níveis hormonais (comuns em períodos de TPM – no caso das mulheres), ansiedade e estresse em excesso. “Nessas pessoas, às vezes, coisas simples como uma fechada no trânsito ou uma palavra mal interpretada são suficientes para desencadear uma crise”, complementa Dr. Ciciarelli.

Importante destacar que cada indivíduo tem sensibilidades específicas a diferentes tipos de alimentos, podendo não ser acometido por crises por alguns dos itens presentes na lista dos vilões da dor de cabeça.

Por sua vez, a alimentação bem conduzida e equilibrada ajuda no tratamento da enxaqueca crônica e torna o indivíduo menos vulnerável. “É muito importante que o paciente tenha uma alimentação saudável, evite o jejum prolongado – se alimente a cada três horas – e siga com a terapia medicamentosa bem orientada, pois esta tem o objetivo de melhorar o funcionamento do sistema analgésico e diminuir a sensibilização central, deixando a pessoa mais resistente aos gatilhos e promovendo a diminuição da frequência das crises”, orienta o especialista.

Por isso, cuidado: a automedicação sem o diagnóstico correto pode levar a uma piora da frequência e da intensidade da enxaqueca. A consulta a um médico especialista, com acesso ao seu histórico de vida, conduzirá o melhor tratamento para diminuir ou espaçar as crises de dor e melhorar a qualidade de vida.


O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.


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