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Chocolate: Inimigo da enxaqueca?

Publicado 09/04/2018
Enxaqueca crônica

Falou em chocolate, falou em dor de cabeça, certo? Talvez. O chocolate carrega consigo uma extensa fila de fãs – enxaquecosos ou não –, mas a verdade é que nem sempre ele é um gatilho e desencadeia crises de enxaqueca.

“O chocolate contém substâncias de diversas classes (feniletilamina, teobromina, cafeína e catequina, por exemplo) que interferem diretamente no cérebro e podem desencadear mudanças de fluxo sanguíneo e na liberação de neurotransmissores, possibilitando a indução de uma crise de dor. Além disso, alguns estudos mostram que alimentos gordurosos podem estar associados a maior quantidade de crises de enxaqueca, e o chocolate é um alimento rico em gordura”, explica o Dr. Alexandre Bossoni (CRM 139.466), neurologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Isso significa que os enxaquecosos precisam parar de comer chocolate? Não. “Abrir mão de um alimento é bastante relativo. Por exemplo, se o paciente gosta muito de chocolate eu converso com ele para ponderarmos juntos se é possível flexibilizar o consumo (somente quando a enxaqueca estiver muito bem controlada). Mas, se ele não gosta tanto assim, pode abrir mão do doce por completo sem grande sacrifício”, contextualiza Dr. Alexandre. Para quem busca um “meio termo”, o médico conta que existem adaptações e alternativas razoáveis para substituir o chocolate quando bate aquela vontade de comer um docinho e também aproveita para fazer uma ressalva: “A única regra que vale para todo mundo é: converse com seu neurologista!”. 

No entanto, o primeiro passo antes de tomar qualquer atitude é saber se, de fato, o doce é prejudicial a essa pessoa. “Descobrimos isso testando na prática e também orientando o paciente a fazer o Diário da Enxaqueca para observarmos se existe algum padrão, se os dias que consumiu o alimento foram os mesmos dias em que teve crise, e assim por diante”, conta o médico. 

E muito importante: evite fazer alterações em sua dieta sem a avaliação do especialista. É ele quem irá verificar os outros possíveis gatilhos para a enxaqueca, como álcool, falta ou excesso de sono, café, fruta cítrica, alimentos gordurosos, entre outros. Com a ajuda do neurologista, você pode se conhecer melhor, compreender como funciona o seu organismo. “E, para isso, nós fazemos uma mudança de cada vez. Por exemplo, um paciente com enxaqueca que bebe vinho e come chocolate com frequência, se interrompe o consumo dos dois ao mesmo tempo e tiver melhora da dor, não saberemos qual deles era o gatilho. Além disso, estamos acostumados a lidar com essas situações e trabalhamos para que a dieta e o dia a dia do paciente não fiquem engessados e cheios de restrições”, completa Dr. Alexandre.

Independentemente de qual seja o desencadeador dos seus episódios de enxaqueca, o importante é buscar ajuda para reduzir a intensidade e a frequência das crises para que você viva sem dor.

O texto acima possui caráter exclusivamente informativo. Jamais realize qualquer tipo de tratamento ou se automedique sem a orientação de um especialista.



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